terça-feira, 9 de março de 2010


“Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos"...
Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida hipocrisia dos considerados
"santos"...
Falo a língua dos loucos, porque sou louco e com isso conheço caminhos maravilhosos...
Falo a língua que me vem à mente, louco ou diferente, mas luto por um mundo mais decente...
Falo a língua dos loucos, porque de louco todo mundo tem um pouco...
Falo a língua dos loucos, pois sou poeta, irreverente, de todos diferente...
Falo a língua dos loucos, falo de pentagramas, claves e acordes... Quem pode ouvir uma batuta, me compreende...
Falo a língua dos loucos, porque são eles que transformam o mundo, com a sua ousada e irreverente loucura.
Falo a língua dos loucos, porque me enleio a emoção, e vivo a sonhar...
Falo a língua, que minha é, tão destoante de todos...
Falo a língua dos loucos, porque aprendi a falar assim, em companhia de mim...
Falo a língua dos loucos, porque eu, o bobo, permaneço à ordem de sua majestade: o amor.
Fácil a língua dos loucos falar, eles também me entendem... Trocamos confidências ao luar...
Falo a língua dos loucos, pois tenho um coração apaixonado, e completamente desatinado...
Falo sim a língua dos loucos, pois essa outra em remendos são palavras que não recomendo...
Dentro da loucura me esqueço, abandono a lucidez deixo jorrar paixões sem prisões...
Falo a língua dos loucos, porque só loucos conheço, e nestas loucuras permaneço...
Falo a língua dos loucos, falo e faço loucuras, porque de "normose" o mundo esta cheio...
Falo a língua dos loucos, porque loucos são aqueles que ultrapassam os sonhos...
Falo a língua dos loucos, porque ela não precisa de sons.
Um louco entende apenas ao olhar o que o outro louco quer falar...
Falo a língua do insano, mas não penso como ele, quero viver a vida e curti-la...
Falo a língua dos loucos, que se comunica com o corpo revelando que amam, e não é pouco...
Falo à língua que acredito louca, visionária ou poeta... “Eu apenas falo a língua dos loucos, porque não poderia falar qualquer outra, pois os que me entendem são poucos...”

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